Um brinde ao insensato tirano. Mas , antes , ordenem que a miserável escrava nos traga a última dose de seu sangue em uma de nossas melhores taças. Caso haja relutância , lembrem-na de minha excelência e sua infelicidade eterna obrigatória . Ameacem-na.
Beber do reles sangue que me pertence enquanto a vejo definhar se tornara mais prazeroso que de costume . Um dia desses , com um ''sem querer falso'' , esqueço-me que somos um só e ordeno que me tragam sua alma no jantar .
Se reles sangue não me fosse tão convidativo , talvez meu desejo doentio por infelicidade a deixasse ter escolha . Entretanto , tenho crueldade o suficiente para sobreviver com a culpa que , tem me atormentado cada vez menos .
A infeliz , por sua vez , tem recebido de bom grado as migalhas contanto que fiquemos longe do que ela julga pior que este belíssimo inferno que eu criara com muito gosto - O que a tomou metade do sangue , forças e vontade de viver em todas suas outras vidas .
Enquanto todo e qualquer escravo reluta e decide viver por ele , ela o renuncia . Quase gosta tanto quanto eu de sua infelicidade. Mais que isso , a abriga .Como se precisasse dela para viver . O que acabara tornando a parte prazerosa um tanto quanto tediosa na ausência de resistência , gritos ou lágrimas .
Em um ímpeto, o melhor dos piores pensamentos me pegara e não conseguira mais não pensar em torná-lo real .
- Que sejas livre ! - Meu berro saira como lanças sobre os olhos da miserável que nunca havia derramados lágrima alguma. Se tivesse conhecimento da dor perdida pela qual eu tanto procurava , a que me divertia , talvez voltasse atrás e a mantivesse como prisioneira novamente , proferindo estas três palavras para sempre .
- Se é que estou viva , prefiro a morte deste inferno a ser livre sem ele ! - A infeliz acabara de falar pela primeira vez . Ao som de suas primeiras palavras , entendera a que tipo de dor ela tanto se apegara : a dor do amado que a deixara . A única parte dele que ainda a pertencia .
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Enquato o céu se banhava de vermelho côr de nascer do sol e depois , azul claro cor de dia após terrível tempestade , lá estava ela . Se misturando a todas as coisas lindas criadas delicadamente pelo Salvador . Como se a maldade nunca tivesse existido ou estivesse presa na dimensão da linha tênue e invisível entre o pôr e nascer do tímido astro . Como se cada célula de seu corpo soubesse que viemos de passagem e teremos de deixar-nos .Como se a paz e o amor nos pertencessem e não precisássemos lutar por eles .
A dor só dizia respeito a seu peito - Que a abrigava sem fazer ruído - enquanto seus sonhos gritavam .
Tinha fome e sede de amar . Gostava de poder dizer todos os dias "Até amanhã" a única certeza de todos os dias , o astro rei , e agradecer ao Salvador por ter-nos presenteado.
Nunca adormecia . Não gostava de perder o ceu brincar de ser lindo à noite .
A dor só dizia respeito a seu peito - Que a abrigava sem fazer ruído - enquanto seus sonhos gritavam .
Tinha fome e sede de amar . Gostava de poder dizer todos os dias "Até amanhã" a única certeza de todos os dias , o astro rei , e agradecer ao Salvador por ter-nos presenteado.
Nunca adormecia . Não gostava de perder o ceu brincar de ser lindo à noite .
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